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Ceará terá complexo fotovoltaico com sete usinas solares

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22 de Setembro de 2016| Notícia N°1.041

Um dos maiores projetos de energia solar do Ceará foi aprovado na última semana em reunião ordinária do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema), ocorrida na sede da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). Avaliado em R$ 800 milhões, o Complexo Fotovoltaico Apodi, a ser instalado no município de Quixeré, foi deliberado por unanimidade pelo colegiado. Na ocasião, também foi aprovada a alteração da Resolução Coema nº 22 de 2015, que analisa os impactos ambientais das unidades de conservação localizadas no CIPP.

A usina solar será instalada entre as comunidades de Bonsucesso, Boa Esperança, Baixa do Félix e Lajedo do Mel de Quixeré, apresentando grande estrutura metálica, com sete usinas fotovoltaicas, total de 825.300 módulos fotovoltaicos de 320,0 Wp de potência, em área de 825 hectares. A energia elétrica produzida no Complexo Fotovoltaico será escoada através de uma linha de transmissãoaérea, em 230 Kv e com apenas 215 metros de extensão, a partir da Subestação Elevadora Apodi até a conexão com a Subestação de Quixeré. “É importante destacar que, dessas sete usinas, quatro delas já foram contempladas com leilão de energia, por meio de licença prévia, e as outras ficarão para o próximo leilão”, disse o técnico da empresa responsável pelos estudos ambientais do projeto, José Orlando. O consultor também explanou sobre aspectos metodológicos, físicos e bióticos do Rima do complexo.

A alteração da Resolução nº 22 de 2015 do Coema, que trata sobre definições de autorização para fins de licenciamento de empreendimentos com diferentes graus de impacto ambiental na Estação Ecológica do CIPP, foi aprovada com total de 16 votos a favor, quatro abstenções e quatro contra. “Os planos de manejo devem definir as áreas de amortecimento. Pode ter atividade na UC desde que tenha anuência do gestor da unidade. O processo começa pela anuência e depois passa pela avaliação dos técnicos da Semace”, ressaltou o secretário da Sema e presidente do conselho, Artur Bruno, em relação às atividades econômicas causadoras de impactos ambientais na UC. De acordo com a resolução, na faixa de 100m a partir do limite das unidades de conservação de proteção integral só poderão ser implantadas atividades ou empreendimentos de baixo impacto ambiental e de pequeno potencial poluidor degradador de acordo com a Resolução Coema nº10/2015.

Fonte da Notícia: Governo do Ceará

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Consumidores poderão pagar menos por energia fora do horário de pico

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22 de Setembro de 2016| Notícia N°1.040

Distribuidoras deverão oferecer cobrança alternativa a partir de 2018. Tarifa branca deve baratear o valor da conta de luz dos consumidores.

Os consumidores de energia elétrica terão, a partir do dia 1º de janeiro de 2018, a opção de pagar mais barato pela energia consumida fora do horário de pico. O prazo foi fixado nesta terça-feira (6) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e, a partir desta data, as distribuidoras de todo o país vão ter que oferecer aos seus clientes a chamada tarifa branca.

No primeiro momento, a tarifa branca deverá estar disponível para residências e comércio com consumo superior a 500 kWh por mês. A partir de janeiro de 2019, o serviço também vai ser oferecido para aqueles com consumo superior a 250 kWh/mês. Já a partir de janeiro de 2020, todos os consumidores residenciais e de comércio terão acesso a ela, exceto apenas aqueles de baixa renda, que hoje têm tarifa subsidiada e não teriam vantagem com a mudança. O consumo médio do Brasil é de 150 kWh por mês.

De acordo com a Aneel, a tarifa branca deve ser de 10% a 20% mais barata que a convencional. Para as grandes indústrias, os chamados consumidores de alta tensão, já há cobrança diferenciada de acordo com o horário de consumo, por isso eles não serão incluídos na tarifa branca.

Tarifa Branca, Aneel, conta de luz, energia (Foto: Reprodução/Aneel)

A tarifa branca não é obrigatória. Os consumidores podem optar por ela ou manter a cobrança de sua conta de luz como ocorre atualmente. Além disso, aqueles que mudarem para a tarifa branca vão poder pedir para sair, caso não seja vantajoso.

Esse sistema foi criado em 2011 mas, por falta de medidores apropriados, a sua aplicação foi adiada. Esses equipamentos devem medir o consumo de energia por horário, já que a tarifa branca prevê cobrança diferenciada de acordo com o período do dia.

Segundo a Aneel, o Inmetro aprovou o primeiro modelo de medidor em junho deste ano e tem outros 18 processos em análise.

Energia mais cara no horário de pico
O sistema da tarifa branca prevê 3 faixas de cobrança da energia: fora de ponta, intermediária e ponta. Fora de ponta é o período do dia em que a distribuidora registra menor demanda por eletricidade e, por isso, ela será mais barata para o cliente. Na faixa intermediária e de ponta vão estar os horários em que a demanda é maior e, por isso, a energia terá um preço mais alto.

O chamado horário de pico tem duração de três horas, sempre no período noturno. O intermediário será sempre uma hora antes e uma hora depois do horário de pico. Essas faixas variam para cada uma das 63 distribuidoras do país. A divisão pelas três faixas de consumo será válida apenas para os dias úteis. Durante os finais de semana, será cobrado sempre o valor referente ao fora de ponta, ou seja, mais barato.

A diferença entre a tarifa convencional e a tarifa cobrada quando o consumidor optar pela tarifa branca também vai variar de acordo com a distribuidora, mas a expectativa da Aneel é que ela seja de 10% a 20% mais barata.

A agência divulgou exemplo de duas distribuidoras. Para os clientes da Cemig, que atende ao estado de Minas Gerais, a tarifa branca deve reduzir em 17% o valor da energia no período fora do horário de ponta, na comparação com a tarifa atual. Entretanto, nas duas horas intermediárias, o custo será 20% maior e, no horário de ponta, que neste caso vai de 19h às 21h, 84% mais caro.

Já para os clientes da CEB, que atende ao Distrito Federal, a tarifa branca deve deixar a eletricidade 12% mais barata que a convencional fora do horário de ponta. Porém, no período intermediário, ela deve ficar 13% mais cara e, no horário de ponta, de 19h às 21h, 69% mais cara.

O principal objetivo da tarifa branca é incentivar o deslocamento do consumo de energia para horários fora da ponta de consumo, quando a rede de transmissão, por exemplo, opera com capacidade ociosa.

“O consumidor pode guiar seus hábitos de consumo e baratear a conta de energia, pode começar a usar aqueles aparelhos que gastam muita energia, como ferro de passar, chuveiro elétrico e ar condicionado, fora do horário de pico”, afirmou o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino.

Vantagens
Segundo a área técnica da agência, os consumidores precisam saber qual o seu perfil de consumo para ver se a opção pela tarifa branca é ou não vantajosa. Para descobrir qual o horário de ponta da sua distribuidora, os consumidores devem acessar o site da empresa ou telefonar, já que essa informação não está disponível na conta de luz.

Quanto maior for a diferença entre o valor da tarifa convencional e o valor da tarifa branca, maior é a vantagem de aderir ao novo sistema. Depois que o consumidor solicitar a tarifa branca, as distribuidoras terão 30 dias para instalarem o medidor e mudar a cobrança. O custo do medidor, segundo informou a agência reguladora, deve ser pago pela distribuidora.

Fonte da Notícia: Globo

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Sistema de energia solar inédito no país será instalado em Pernambuco

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22 de Setembro de 2016| Notícia N°1.039

Um sistema de energia solar inédito no Brasil, que está sendo estudado como alternativa às hidrelétricas, pode ser implantado no semiárido pernambucano, no município de Petrolina, a partir do ano que vem. Com a ajuda de um instituto alemão, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e a Universidade Federal do Ceará (UFC) pretendem construir um projeto-piloto na cidade para testar a tecnologia heliotérmica que, ao contrário dos equipamentos solares já usados no país, pode armazenar energia para ser usada, inclusive à noite.

A geração de energia heliotérmica usa o sol como fonte indireta de eletricidade. Ela funciona com um conjunto de captadores espelhados, distribuídos em uma área plana. Os espelhos se movimentam de acordo com a posição do sol e refletem os raios para uma torre – chamada de torre solar -, onde o calor é armazenado e transformado em energia. Ela é diferente da geração de energia solar fotovoltaica, já explorada no Brasil, que não é capaz de guardar o calor produzido.

“No caso dos fotovoltaicos, você teria que ter um sistema de baterias bem caro e complexo para operar. Na energia heliotérmica, com o armazenamento térmico é bem mais viável que a energia fique guardada em forma de calor para, no momento em que for necessária, ela ser acionada, inclusive à noite”, explica o professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenador do Laboratório de Energia Solar e Gás Natural da instituição, Paulo Alexandre Rocha.

A inviabilidade de armazenamento da energia produzida pelos painéis fotovoltaicos deu a esse sistema a classificação de forma secundária de energia, usada para complementar a matriz energética brasileira. “A fotovoltaica tem limite de aleatoriedade. Se não tiver sol ela para, então sempre tem que ter a hidrelétrica dando suporte como complementação. No caso da eólica, é muito similar. Se você não tem vento, precisa acionar turbinas da hidrelétrica para compensar a baixa produção. Já com o sistema de armazenamento térmico, as turbinas seriam acionadas em caso extremo”, informa o pesquisador.

As hidrelétricas, capazes de armazenar energia, são geradoras de 65% da eletricidade do país, de acordo com o Balanço Energético Nacional 2015, do Ministério de Minas e Energia. A intenção é mudar esse quadro, argumenta o assessor de Planejamento Estratégico da Chesf, Benedito Parente. “À medida que os recursos hídricos estão exíguos e deficitários, e até por uma questão de hidrologia estão com pouca água, se faz necessário que rapidamente a gente encontre outra alternativa para armazenamento de blocos de energia”.

Localizada no meio do semiárido nordestino, Petrolina foi escolhida pela intensidade solar acentuada, de acordo com Benedito Parente. “A maioria do território brasileiro tem vocação, mas o semiárido tem ainda mais”, reforça. Para ele, a energia solar heliotérmica é “uma grande esperança para a produção energética do futuro, uma das mais atraentes”. O projeto terá tamanho reduzido, compatível com um projeto de pesquisa, mas a intenção da Chesf, segundo o assessor, é descobrir meios de produzir a tecnologia em larga escala.

Ar no lugar de fluidos

Outro ponto considerado inovador pelo coordenador do Laboratório de Energia Solar da UFC é uma variação no mecanismo de captação de calor da torre. Enquanto iniciativas de outras regiões do mundo operam essa etapa com sal fundido, a tecnologia escolhida pelos cientistas usa o ar. O nome do sistema é “receptor volumétrico aberto”, diz o professor Paulo Rocha.

“Com isso, a gente não se preocupa com grandes vazamentos. Em sistemas que usam sal fundido, às vezes você tem esse problema, porque está trabalhando com grandes variações de temperatura em tubulações onde passa um fluido líquido pressurizado”, explica o acadêmico.

Esse receptor é usado em uma usina heliotérmica piloto, construída na Alemanha pelo Instituto solar de Jülich (SIJ), parceira da Chesf e da UFC no desenvolvimento da torre solar de Petrolina, que deve ser semelhante ao modelo implantado na cidade alemã. A empresa alemã Kraftanlagen München GmbH fornecerá a tecnologia necessária.

Para que a ideia seja concretizada, o grupo tenta conseguir os recursos – cerca de R$ 45 milhões – com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por meio da chamada pública nº19/2015 – Desenvolvimento de Tecnologia Nacional de Geração Heliotérmica de Energia Elétrica – do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor de Energia Elétrica. Segundo Benedito Parente, o prazo para receber uma resposta da agência é de até 60 dias.

Em agosto, a proposta passou por adequações a pedido da Aneel. Caso seja aprovada, começará em 2017 e será desenvolvida em 40 meses – ou três anos e meio. O estudo deve dar mais detalhes em relação ao armazenamento da energia: qual a capacidade, por quanto tempo ela pode ser “guardada”. Os autores da iniciativa também esperam descobrir a viabilidade econômica da tecnologia, ou seja, qual o custo-benefício do equipamento.

Sistema contra perda energética

O projeto de construção da torre solar não previa inicialmente a etapa de geração da energia, mas a Aneel exigiu que essa parte fosse incluída na proposta. O professor Paulo Rocha, do laboratório de Energia Solar da UFC, disse que para aproveitar a oportunidade de ganho com pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, o sistema escolhido foi o Ciclo Rankine Orgânico, que tem o potencial de reduzir perdas de calor e, consequentemente, de energia. “No Brasil, até onde a gente sabe, não existe nenhuma planta que utilize”, acrescenta.

O ORC, a sigla em inglês do equipamento, é uma alternativa ao Ciclo Rankine padrão, que opera com temperatura mais alta. “O Orgânico se mostra interessante porque opera com menor calor, então consegue se adaptar em situações corriqueiras de rejeito de energia, que ocorrem muito na indústria”, compara Rocha. “Todo sistema de geração de energia elétrica com vapor, principalmente, precisa jogar calor para fora para funcionar. Isso que a gente chama de rejeito de calor. O ciclo alternativo vai viabilizar o seu aproveitamento. De alguma forma estamos conseguindo economizar recursos”, afirma.

Segundo Parente, a previsão é de que esse bloco de produção gere energia suficiente para alimentar as próprias instalações da Chesf, com a expectativa de atender inclusive ao local onde serão desenvolvidas as pesquisas do projet- piloto. A viabilidade econômica da aplicação desse sistema também vai ser estudado no decorrer dos 40 meses de trabalho.

Fonte da Notícia: Agência Brasil

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ANEEL aprovou a tarifa branca para 2018

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22 de Setembro de 2016| Notícia N°1.038

A tarifa branca é uma opção de tarifa para os consumidores que estão fora do mercado livre, e que vai sinalizar a variação do custo da energia conforme o dia e o horário do consumo. Ela será acessível para as unidades consumidoras atendidas em baixa tensão (127, 220, 380 ou 440 volts, denominadas Grupo B) e para aquelas pertencentes ao Grupo A, optantes da tarifa de baixa tensão. A medida foi aprovada no dia 6/9, durante reunião pública da Diretoria da ANEEL.

A partir de 1º de janeiro de 2018, todas as distribuidoras do País deverão atender aos pedidos de adesão à tarifa branca das novas ligações e dos consumidores com média mensal superior a 500 kWh. Em 2019, o acesso à bandeira branca será ampliado e as unidades com consumo médio superior a 250 kWh/mês poderão aderir. Em 2020 qualquer consumidor de baixa tensão poderá optar por essa bandeira.

Os consumidores residenciais classificados como baixa renda, que já são beneficiários de descontos previstos em Lei, e os setores da iluminação pública não terão acesso à bandeira branca.

Essa nova opção da tarifa branca amplia os direitos dos consumidores. Da mesma forma que é possível aderir a essa opção, é possível solicitar sua volta ao sistema tarifário anterior (tarifa convencional).

A tarifa branca permite que o consumidor pague valores diferentes em razão da hora e do dia da semana em que consome a energia elétrica. Assim, se o consumidor tiver ou adotar hábitos que priorizem o uso da energia fora do período de ponta, será possível reduzir o valor pago pela energia consumida.

Nos dias úteis, o valor da tarifa branca varia em três horários: ponta, intermediário e fora de ponta. Na ponta e no intermediário, a energia é mais cara. Fora de ponta, é mais barata. Nos feriados nacionais e nos fins de semana, o valor é sempre fora de ponta. As distribuidoras deverão divulgar as informações sobre quais serão esses horários para possibilitar a opção dos consumidores pela tarifa branca.

É importante que o consumidor, antes de optar pela tarifa branca, conheça seu perfil de consumo e a relação entre a tarifa branca e a convencional, que varia segundo a distribuidora. Quanto mais o consumidor deslocar seu consumo para o período fora de ponta e quanto maior for a diferença entre essas duas tarifas, maiores serão os benefícios da tarifa branca.

A tarifa branca não é recomendada se o consumo for maior nos períodos de ponta e intermediário e não houver possibilidade de transferência do uso dessa energia elétrica para o período fora de ponta. Para ter certeza do seu perfil, o consumidor deve comparar suas contas com a aplicação das duas tarifas. Isso é possível por meio de simulação com base nos hábitos de consumo e equipamentos do consumidor ou com o uso de um medidor, aprovado pelo Inmetro, que consiga registrar o consumo conforme os horários em que a energia elétrica é utilizada. Aderir à tarifa branca exige que os consumidores formalizem a opção junto à distribuidora. Quem não optar por essa modalidade continuará tendo seu consumo faturado pelo sistema atual.

Comparativo entre a tarifa branca e a convencional.

Quanto maior a diferença entre a Tarifa Convencional e a Tarifa Branca fora de ponta, maior o incentivo à adesão à Tarifa Branca, e vice-versa.

Comparativo da tarifa branca cm a tarifa convencional

Manutenção preventiva – Os impactos sobre a produção de energia solar fotovoltaica

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25 de Agosto de 2016| Notícia N°1.037

A CULTURA DE NÃO PREVENIR PROBLEMAS

É cultural! No Brasil a grande maioria das empresas e, principalmente, dos proprietários de imóveis não dá a devida atenção à manutenção preventiva.  É muito comum vermos equipamentos como aquecedores solares, ar-condicionados, bombas hidráulicas, baterias, motores, módulos fotovoltaicos, inversores e vários outros bens de alto valor agregado ficarem anos e anos sem receber uma inspeção básica, limpeza, lubrificação e outras pequenas ações preventivas que poderiam fazer com que a vida útil desses equipamentos fosse bem maiores, além de garantir maior produtividade e/ou menor custo com energia. Ao longo desse artigo, vamos demonstrar qual é o impacto disso sobre a durabilidade, produtividade e sobre o retorno financeiro de micro e miniusinas solares fotovoltaicas. Um dos grandes benefícios da tecnologia de geração de energia solar fotovoltaica é justamente o baixo custo de manutenção que o equipamento demanda, em função da não existência de partes móveis.  Porém, faz-se necessário inspecionar periodicamente todo o sistema visando identificar desgastes prematuros de componentes, oxidação em conexões elétricas,  afrouxamento de parafusos e peças nas estruturas mecânicas e, principalmente, para limpar e remover o acúmulo de sedimentos sobre os módulos (placas) solares. São operações simples, baratas e que podem garantir uma vida útil do sistema superior aos 30 anos e ainda aumentar significativamente o seu retorno financeiro.

PERDAS DIRETAS DE CURTO E LONGO PRAZO

Estudos realizados pelo IEE/USP indicam uma perda média de até 11% ao ano na produtividade de usinas solares fotovoltaicas em função do acúmulo de sedimentos sobres os módulos solares. Na verdade, essa perda pode ser muito superior, dependendo da região e do tipo de sedimento que é depositado sobre o sistema, podendo superar os 25% de perda na produção, conforme relatório desenvolvido por uma fabricante chinesa de módulos solares fotovoltaicos, a Jinko. Na imagem e tabela abaixo é possível classificar o nível de acúmulo de sedimentos sobre os seus módulos solares e quantificar as perdas que cada um ocasiona.

No longo prazo existe o risco de danos permanentes aos módulos, causados por hotspots (pontos quentes), em função de que os pontos cobertos por sedimentos ou objetos terão menor incidência de radiação solar. Esses pontos acabam tornando-se mais resistentes ao fluxo de eletricidade no circuito e, com isso, vão geram calor.  O resultado é a deterioração prematura daquele ponto, fazendo com que a placa reduza sua produtividade como um todo, além de reduzir a sua vida útil para um tempo muito inferior aos 25 a 30 anos esperados. Nas imagens ao lado podemos ver claramente como esse efeito acontece, e quais são os efeitos dos hotspots sobre as placas solares no longo prazo. O acúmulo de poeira, areia, fezes de pássaros e até mesmo uma simples folha por um longo tempo poderão causar danos irreversíveis e até mesmo a perda da garantia dada pelos fabricantes.

UM EXEMPLO PRÁTICO E REAL

Recentemente retornamos à residência de um de nossos clientes, em Itatiba – SP, para realizar a inspeção e manutenção preventiva gratuita dos 4 meses, que normalmente incluímos como cortesia quando fornecemos um gerador solar.  Como realizamos o monitoramento remoto e a geração de todos os nossos clientes, vínhamos percebendo uma redução anormal na produtividade da usina deste cliente. Em contato com ele constatamos que haviam sido realizadas reformas na casa recentemente.  O fato é que essa obra gerou uma quantidade anormal de poeira que acabou se acumulando sobre o sistema.   Decidimos aguardar a obra ser encerrada para executar a inspeção e a limpeza adequadas. Após a execução da lavagem completa do sistema, voltamos a acompanhar e medir as diferenças de produtividade em dias com condições climáticas semelhantes e dentro do mesmo período do ano.   Percebemos uma perda superior a 14% durante o período em que as placas estiveram com o acúmulo de poeira. Nas imagens abaixo é possível ver o antes e o depois da manutenção, tanto em termos de aparência do sistema, quanto em relação às perdas.

A PERDA DE PRODUTIVIDADE EM NÚMEROS

Vamos considerar o sistema acima, que usamos de exemplo prático.    Sua potência é de 6.2kWp, o que deve gerar uma média anual de 8MW em energia.   Se considerarmos o custo do MW para uma instalação elétrica residencial nesta região, com uma faixa de R$ 830,00,  estamos falando de uma economia de aproximadamente R$ 6.640,00/ano. Se considerarmos uma perda de 14,3% nessa geração, pela falta de manutenção preventiva, podemos afirmar que este cliente estaria perdendo algo como R$ 950,00 por ano no seu retorno de investimento, apenas por não estar gerando o que deveria gerar. Isso sem contar a redução de vida útil do equipamento e outros danos não calculados. Certamente o custo de executar essa manutenção periódica é muito inferior à perda e aos danos que a falta dela irá causar. É indiscutível que devemos incentivar cada vez mais a criação de uma cultura de manutenção preventiva não só em sistemas de geração de energia solar, mas também em todas as demais instalações e equipamentos existentes em uma residência ou empreendimento. A periodicidade vai variar de acordo com a região, com o tipo de sedimentos existentes, com eventos extraordinários como queimadas e/ou obras executadas na sua região.   Em uma média nacional, recomendamos que a inspeção e limpeza básica dos módulos seja realizada pelo menos de 4 em 4 meses. Apesar da limpeza básica poder ser executada de forma simples pelo próprio proprietário do sistema e/ou seus funcionários, recomendamos a contratação de empresa especializada pois ela deverá executar outros procedimentos além da limpeza, como o reaperto das conexões dos módulos e das estruturas,  inspeção visual e eletrônica das conexões elétricas,  inspeção térmica com a utilização de câmeras específicas para o propósito para identificar pontos quentes que não podem ser vistos a olho nu, nos módulos e nos demais componentes elétricos, além de limpeza dos dutos de ventilação e interior dos inversores. Lembrando que normalmente os sistemas estão instalados em coberturas ou telhados, o que demanda um profissional certificado (NR-35) e com conhecimentos sobre os perigos e procedimentos de segurança para trabalho em altura, além de estarmos trabalhando com instalações elétricas onde circulam tensões entre 200VDC a 1000VDC, o que demanda a certificação (NR-10) que demonstra o conhecimento do profissional sobre os riscos de trabalho com energia elétrica. Como dizia o velho e bom ditado popular: “É melhor (mais barato) prevenir do que remediar”.   Esse ditado resume muito bem a necessidade de criarmos a cultura da prevenção em nosso país, em todos os sentidos.

Fonte da Notícia: Renew Energia

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BMW e Ipiranga fecham parceria para instalação de pontas de recarga para veículos elétricos

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25 de Agosto de 2016| Notícia N°1.036

Da Agência Ambiente Energia – A Ipiranga firmou parceria com a BMW Group Brasil para instalação de pontos de recarga pública para veículos elétricos e híbridos com plugin da marca BMW i em postos de combustíveis.

Serão instalados 50 unidades do BMW i Wallbox Pro, a nova versão do dispositivo exclusivo para carregamento rápido para veículos BMW i, em postos da rede Ipiranga até o final de 2016. O primeiro ponto de recarga já está em pleno funcionamento na Avenida das Americas, 3201, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. A previsão é de que, até setembro, postos de outras quatro capitais estejam aptos a oferecer o serviço.

Através do BMW i Wallbox Pro é possível recarregar um veículo BMW i gratuitamente e em menos tempo. Em uma rápida parada é possível obter carga capaz de proporcionar autonomia de até 25 quilômetros para o BMW i3. Caso o cliente queira ampliar ainda mais a capacidade de rodagem, também há a possibilidade de abastecer, com gasolina, o reservatório de 9 litros do extensor de carga do BMW i3 – que garante uma autonomia extra de até 140 quilômetros, ou o tanque do esportivo híbrido BMW i8. Neste caso, o abastecimento é custeado pelo consumidor.

Fonte da Notícia: Ambiente e Energia

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Especialistas apontam avanço da energia eólica no Brasil

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25 de Agosto de 2016| Notícia N°1.035

Nos últimos anos, quase 50% dos contratos oriundos dos leilões de compra de energia tiveram origem na fonte eólica, hoje a de maior competitividade e a mais barata do mercado, devido a ausência de grandes projetos hidroelétricos na carteira de investimentos do país.

A avaliação foi feita nesta segunda-feira (22) pela presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Élbia Gannoum, em audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) que debateu o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa).

Criado em 2002, o programa do governo federal foi saudado pelos participantes da audiência pública. Eles foram unânimes em afirmar que a primeira fase do programa, destinado a inserir fontes alternativas na matriz energética, contribuiu para induzir o desenvolvimento e a sua expansão em grande escala, e ainda para a instalação de fábricas e para a experimentação de novas tecnologias.

Na avaliação de Élbia, as fontes renováveis de energia, principalmente eólica, apresentam a capacidade de complementar a matriz energética brasileira, predominantemente hidroelétrica. Em 2030, ela estima que as fontes alternativas deverão responder por 33% da matriz energética, a partir de novos investimentos, leilões e programas de incentivo à geração.

Élbia explicou que a evolução do progresso tecnológico energético ocorreu associada ao potencial dos recursos eólicos do Brasil, “que tem hoje o melhor vento do mundo”, e que já se prepara para atingir 10% gigawats de capacidade instalada de energia, que atende a 30% da demanda da Região Nordeste.

– Temos forte participação no Nordeste e no Rio Grande do Sul. Temos 7% da capacidade instalada. Teremos 12% na matriz, em 2020 – afirmou.

Élbia disse ainda que três fatores devem ser levados em conta nos investimentos energéticos: competitividade, segurança e sustentabilidade econômica e ambiental. Em capacidade instalada, a executiva afirmou que o Brasil ocupa a 10ª posição, sendo o oitavo país em geração de energia eólica, e o quarto que mais investiu no setor, em 2015.

Como não poderia deixar de ser, porém, a representante da Abeeólica também citou os desafios que o Brasil enfrenta no setor energético.

– O principal é o cenário econômico, a demanda de energia caiu, e não há muita contratação, mas o cenário já está mudando, e vamos contratar energia. Há desafios de transmissão, financiabilidade – explicou.

Capacidade energética

Representante da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Cristiano Vieira da Silva acentuou que mais de 80% da capacidade energética do Brasil está associada a fontes renováveis – hídricas, eólica, solar e biomassa. As fontes fósseis atingem 17,5%.

–  A energia eólica já presta relevante contribuição, não apenas no setor energético, para indústria, mas na garantia do abastecimento. Já é realidade. A solar é a bola da vez, e tem tudo para ser bem sucedida no nosso país – afirmou.

Representante do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Azevedo ressaltou que o Proinfa foi essencial para evolução da indústria de fontes alternativas de energia e para o barateamento dos custos. Ele observou que a energia eólica é hoje uma das mais competitivas, graças à iniciativa do governo federal.

Representante da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Única), Zilmar de Souza disse que “essa é a hora” ideal para investir em projetos de geração de energia com biomassa, oriunda dos rejeitos da produção da cana.

Representante da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Roberto Barbieri disse que o Proinfa favoreceu a produção nacional de equipamentos destinados à geração de energia alternativa.

O uso de fontes alternativas de energia também foi defendido pelo senador Hélio José (PMDF-DF), que requereu a realização da audiência pública. Ele disse que a comissão ainda fará mais cinco debates sobre o tema.

– Devemos usar as fontes de energia complementares. Usar a hidro, a solar, a eólica e a biomassa vai atender as regiões isoladas no país. Que o mercado tenha condições de receber bons investimentos no setor, e geração de energia com segurança – concluiu.

Fonte da Notícia: Senado

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Petrobrás planeja Investir R$ 5 Bilhões no Espírito Santo

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25 de Agosto de 2016| Notícia N°1.034

O Espírito Santo vai ganhar uma atenção especial nos planos da Petrobrás. A estatal, que já havia informado nos últimos dias sobre novas tecnologias sendo implementadas no Parque das Baleias, prevê investir R$ 5 bilhões no estado capixaba, segundo contou o presidente da empresa, Pedro Parente, em reunião com o governador do Espírito Sando, Paulo Hartung (foto), e o senador Ricardo Ferraço.

De acordo com Hartung, os investimentos serão voltados tanto às áreas de exploração e produção de petróleo, quanto às atividades de pesquisa e desenvolvimento, sendo que o plano deverá ser detalhado em uma reunião no estado em setembro, com a presença de Parente.

Para avaliar os projetos no estado e atender as reivindicações do governo local, foi decidia a criação de um grupo de trabalho formado por membros da estatal e do governo, com temas como critério de arrecadação dos royalties, preço do gás, parcerias com a BR Distribuidora e a retomada do Polo Gás-químico, em Linhares, cuja área já foi desapropriada e custou R$ 10 milhões aos cofres públicos.

Fonte da Notícia: Petro Notícias

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Saiba quais são as melhores capitais para gerar energia solar no Brasil

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25 de Agosto de 2016| Notícia N°1.033

Informação é importante para ajudar os consumidores na hora da tomada de decisão de se investir em um sistema fotovoltaico para a geração de energia em casa.

A incidência solar é importante, mas não é o único fator que deve ser observado na hora de investir em um sistema fotovoltaico para a geração de energia em casa. Para ajudar os consumidores na hora da tomada de decisão, a Comerc Energia lançou o Índice Comerc Solar, um ranking das capitais brasileiras que oferecem o melhor retorno econômico para projetos solares.

Embora o Brasil seja predominantemente ensolarado, a viabilidade de um sistema fotovoltaico também depende de outros fatores como o preço da tarifa de energia cobrada pela distribuidora local e o custo do ICMS. Em resumo, é preciso que haja um equilíbrio entre a insolação (medida pela quantidade de watts gerados por metro quadrado) e o custo da tarifa de energia. “Não adianta ter uma tarifa muito alta se a minha capacidade de geração de energia solar é baixa e vice versa”, explica Marcel Haratz, diretor da unidade Comerc Solar, unidade especializada do grupo Comerc Energia.

Considerando esses fatores, Belém (PA), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE) e Goiânia (GO) despontaram no ranking da Comerc como as capitais que oferecem o melhor retorno financeiro para projetos residenciais de energia solar. Embora o índice de insolação das duas capitais nordestinas seja maior, elas têm tarifas de energia mais baixas.

Curitiba aparece no lado oposto do ranking, entre as cinco capitais menos favoráveis do ponto de vista da viabilidade de projetos fotovoltaicos. Aqui a tarifa de energia para baixa tensão é alta (R$ 677,45 por MWh), mas a insolação é baixa.

Na prática, isso não significa que projetos dessa natureza não são viáveis aqui, mas o retorno do investimento tende a ser mais demorado. Enquanto o investimento em um projeto fotovoltaico em Belém (R$ 700,52 por MWh) tem retorno em 5,1 anos, em Curitiba, o mesmo projeto, levaria quase dois anos a mais para “se pagar”.

“Um pay back [tempo necessário para recuperar o investimento] de quase sete anos para um projeto solar não é ruim, principalmente se lembrarmos que um painel solar tem vida útil de 20 a 25 anos”, afirma Haratz. Segundo ele, um projeto solar também traz previsibilidade no custo da energia. “O consumidor fica menos vulnerável às variações de preço das distribuidoras. Ao longo dos anos, se a tarifa subir ou não, isso não vai influenciar a tarifa dele ou vai influenciar menos”, acrescenta.

E quando custa instalar um sistema fotovoltaico?

Para ter uma ideia, um sistema para atender uma casa pequena, de até duas pessoas apenas, com demanda de 1,5 Kilowatt-pico (Kwp), pode custar de R$ 15 mil a R$ 20 mil. Já um sistema de 3 Kwp, que supre a necessidade energética de uma casa média com quatro moradores, pode custar de R$ 25 mil a R$ 32 mil. Em uma casa grande, com cinco pessoas, um sistema de 5 Kwp custa entre R$ 36,5 mil e R$ 46,5 mil.

Ranking da energia solar

*O índice é a relação entre a geração de energia solar e o preço da tarifa de baixa tensão com o ICMS

Geração: capacidade de gerar energia a partir da incidência de sol

Tempo fechado

Curitiba, apesar da alta tarifa (boa para os investimentos), tem baixa incidência solar.

Isso justifica a baixa posição no ranking, ou o longo tempo até o retorno do investimento

Fonte da Notícia: Comerc Energia. Infografia: Gazeta do Povo.

Link da Notícia: http://www.fcsolar.eco.br/?p=5145